Complexo do Pecém receberá R$ 56 bi em investimentos para energia limpa
O aporte será o maior dentre os estados brasileiros e representa mais de 88% do total de R$ 63 bilhões que serão desembolsados pelas empresas ligadas à Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV).
Com cinco projetos de previsão para receberem a decisão final de investimento (FID) em 2026, o Complexo do Pecém, no Ceará, receberá R$ 56 bilhões das empresas ligadas à Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV). Confira quais serão os projetos ao fim desta matéria.
O aporte será o maior dentre os estados brasileiros e representa mais de 88% do total de R$ 63 bilhões que será desembolsado pelas empresas associadas.
Os estados contemplados, além do Ceará, serão Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Rio de Janeiro.
O valor será voltado a empreendimentos que abrangem desde a produção de hidrogênio e amônia verde até e-combustíveis e e-metanol. Ao todo, a ABIHV estima a geração de mais de 40 mil empregos diretos apenas na fase de construção.
Para a CEO, Fernanda Delgado, a associação conecta governo, indústria e sociedade, com o intuito de “transformar o potencial do hidrogênio, amônia, metanol e fertilizantes verdes em uma realidade estratégica para a transição energética e para o protagonismo sustentável do Brasil no cenário global”.
“Os projetos não apenas contribuem para a descarbonização dos processos produtivos nacionais, mas também posicionam o Brasil como um dos principais polos de exportação de hidrogênio verde do mundo”, complementa.
Veja quais projetos do Porto do Pecém devem receber o investimento:
Fortescue (R$ 18 bilhões): para produção de amônia verde, com capacidade de 1,2 GW
Qair (R$ 17,7 bilhões): para a produção combinada de 296 mil toneladas de hidrogênio verde e 1.680 mil toneladas de amônia verde, com capacidade total de 2,52 GW
Casa dos Ventos (R$ 12 bilhões): para produção de amônia verde, com capacidade de 1,2 GW
FRV (R$ 6 bilhões): para produção de amônia verde e 500 MW de capacidade
Voltalia (R$ 2,7 bilhões): para produção de amônia verde com capacidade de 280 MW